Projeto social lança campanha por doações

maio 24, 2018

Projeto social lança campanha por doações para manter cursos que atendem milhares de jovens em áreas de risco no RioPE.

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A Associação Beneficente Projeto Elikya (ASBEPE) é uma Organização da Sociedade Civil, criada 2005, por um grupo de dez empreendedores, entre eles a atual Diretora Executiva Andréia Siqueira de Paula. A ONG, que funciona em Ramos, possui, hoje, uma estrutura de atendimento que comporta uma biblioteca, laboratório de informática, uma pequena quadra poliesportiva e salas diversas. A instituição atende, desde a sua fundação, milhares de crianças de 4 a 14 anos com aulas de reforço escolar, de inglês, de informática, de educação física, de artes e teatro, além de oficinas diversas e suporte psicológico. “Nós operamos de 9 às 22h porque queremos tirar essas crianças da ociosidade das ruas, onde elas estão vulneráveis. Nosso objetivo é não somente trazer conhecimento, mas também um senso de comunidade, de educação e de caráter para elas”, complementa Andréa.

O Brasil possui, atualmente, cerca de 30 milhões de jovens e adolescentes em idade escolar. 7 milhões provém de lares situados abaixo da linha da pobreza, ou seja, com renda per capita de aproximadamente meio salário mínimo e sem escolaridade. Ainda de acordo com os dados do IBGE, são 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 que não concluíram os estudos (52% sequer concluem o ensino fundamental).

Como começou o trabalho da ASBEPE – A ONG foi criada a partir do desejo da missionária Andreia Siqueira de abrir uma escola em Angola, na África. Adotada por uma angolana residente no Brasil, Andreia sempre teve uma ligação forte com o país africano. Foi em uma de suas visitas ao país que começou a sonhar com uma escola que levaria educação a crianças que viviam em condições extremas de pobreza e violência, sem condição de quebrar o ciclo de ignorância e falta de investimento na região. No entanto, mesmo tendo procurado parceiros durante alguns anos, Andreia não conseguiu fazer seu sonho sair do papel. Moradora de Bonsucesso, pouco a pouco Andreia teve seus olhos abertos para a triste realidade das crianças brasileiras moradoras do Complexo da Maré, comunidade que beira a Linha Amarela. Observou o alto índice de crianças e jovens vulneráveis à realidade da dependência de drogas e álcool, e consequentemente, de violência, como as crianças da África. “Conversando com elas, eu percebia que a maioria não tinha uma boa estrutura familiar e muito menos um bom aproveitamento escolar, pois, dentro do sistema de escolas públicas, elas eram aprovadas automaticamente, gerando jovens com praticamente nenhuma capacidade de competir no mercado de trabalho. Foi quando entendi que eu também poderia fazer algo por essas crianças através da educação”, diz a missionária.

Como a demanda é crescente, e com o lançamento do novo programa “SOu do Bem”, de profissionalização de jovens de 15 a 18 anos, fica cada vez mais difícil ajudar essas crianças. A Útil e atualmente a principal mantenedora da instituição, cuja sede fica próxima à uma de suas garagens, em Bonsucesso. Além de apoio financeiro, a UTIL fornece mensalmente alimentação e material escolar para os cursos oferecidos pela ONG como os de reforço escolar, informática, artes e educação física.